Sindicato fundado em 1939 visando a promoção da educação e a valorização de todos os seus profissionais. Visamos a qualidade no Ensino Público e Privado.

17/08/2021

Ordem quer reforço da Saúde Escolar para recuperação dos alunos

 

Ordem dos Enfermeiros enviou um ofício ao Governo sobre a importância da participação destes profissionais no "bem-estar emocional, mental, familiar, físico e social" dos alunos no país.


Ordem dos Enfermeiros (OE) defendeu, esta segunda-feira, o "reforço e a capacitação dos programas e recursos afetos" à Saúde Escolar na recuperação dos alunos no próximo ano letivo.

Num ofício enviado ao Ministério da Educação e ao Ministério da Saúde, no âmbito da iniciativa 'Plano 21/23 Escola +', a ordem destacou o papel decisivo nestes programas dos "enfermeiros e enfermeiros especialistas em Saúde Comunitária e Saúde Pública, Saúde Infantil e Pediátrica e Especialistas em Saúde Mental e Pediátrica".

"Entende a OE que os enfermeiros e enfermeiros especialistas são essenciais para a identificação precoce de situações de risco, sobretudo após estes anos letivos perturbados pela pandemia", argumentou a ordem profissional, em comunicado. 

Estes profissionais devem assim fazer parte, refere também a ordem, na "identificação de medidas e estratégias com vista à redução de desigualdades, combate ao insucesso escolar e recuperação de competências perdidas nos últimos dois anos e no encaminhamento e articulação com os serviços de saúde competentes".

"A recuperação de alunos não se pode restringir ao nível das aprendizagens. É fundamental que, no período pós pandemia, se tenha uma particular atenção ao seu bem-estar emocional, mental, familiar, físico e social, daí a importância da Saúde Escolar e dos Enfermeiros que a integram”, defendeu ainda, na mesma nota, o vice-presidente da OE, Luís Filipe Barreira.

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Atenção famílias. Já é possível pedir os manuais escolares gratuitos

 

A partir de hoje, as famílias poderão aceder à plataforma MEGA ou à app 'Edu Rede Escolar' e solicitar os vouchers para os anos de continuidade. 


É esta segunda-feira, dia 16 de agosto, que se marca a primeira de duas datas a reter no que ao acesso aos vales para manuais escolares gratuitos - para o ano letivo 2021/2022 - diz respeito. A partir de hoje, as famílias poderão aceder à plataforma MEGA ou à app 'Edu Rede Escolar' e solicitar os vouchers para os anos de continuidade

Para os alunos dos seguintes anos de escolaridade:

  • 1º Ciclo: 2º, 3º e 4º anos;
  • 2º Ciclo: 6º ano;
  • 3º Ciclo: 8º e 9º anos;
  • Secundário: 11º e 12º anos.

Para ter acesso aos vales terá de estar registado na Plataforma MEGA. Neste site pode ainda consultar quais as livrarias aderentes, assim como a página de Internet e a localização de cada uma. 

Não esquecer, contudo, que para os alunos dos anos de escolaridade de início de ciclo, a data para solicitar os vales é 23 de agosto, ou seja, a próxima segunda-feira. 

São eles: 

  • 1º Ciclo: 1º ano;
  • 2º Ciclo: 5º ano;
  • 3º Ciclo: 7º ano;
  • Secundário: 10º ano.

De recordar que, no passado dia 11 de agosto, o Ministério da Educação informou, em comunicado enviado às redações, que "os vouchers vão sendo disponibilizados gradualmente, à medida que são constituídas as turmas".

De tempos a tempos, os encarregados de educação devem aceder à plataforma, embora sejam também "avisados da disponibilização dos vouchers através de correio eletrónico".

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12/08/2021

Docentes do superior alertam que reforço de verbas não chega

 

Professores e investigadores do ensino superior criticaram hoje a proposta de reforço de mais 25 milhões de euros para universidades e institutos politécnicos, por "ignorar as perdas de receitas" provocadas pela pandemia.



As instituições de ensino superior (IES) deverão receber mais 25 milhões no próximo ano, segundo proposta do Governo para a dotação do Orçamento do Estado para 2022 que prevê uma verba de 1.253 milhões de euros, lê-se na nota do Instituto de Gestão Financeira da Educação (IGeFE).

 presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup), Mariana Gaio Alves, reconhece que "o aumento de verbas para acautelar as despesas é positivo", mas alerta que a pandemia provocou uma perda de receitas que têm de estar contempladas sob pena de se prejudicar o ensino e a investigação.

A proposta de 1.253 milhões de euros para as IES tem por base o aumento anual de 2% - previsto no contrato de legislatura entre o Governo e as instituições -- a reposição da redução das propinas e o custo da integração de vínculos precários.

Mariana Gaio Alves defendeu que a situação pandémica trouxe uma redução de receitas para as instituições do ensino superior que deveriam estar contempladas no documento do IGeFE.

"O documento apresenta o aumento de 2% que estava há muito contratualizado com as instituições como se estivéssemos num ano normal, mas não estamos, houve uma perda de receitas muito elevada", alertou em declarações à Lusa.

A representante dos docentes e investigadores lembrou que houve uma redução de verbas oriundas das propinas provocadas pelo "abandono escolar, que ainda não é possível contabilizar".

Nas contas do IGeFE estão inscritos 38,6 milhões de euros que dizem respeito à reposição integral da redução de propinas, mas este item diz respeito apenas à decisão tomada no ano passado de baixar em 20% o valor das propinas.

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Disponibilizados 1,2 milhões de vouchers para trocar por manuais escolares

 Ministério pede aos encarregados de educação que estejam atentos à plataforma MEGA.


Adistribuição dos vales para a aquisição de manuais de novos manuais escolares foi antecipada, tendo si já disponibilizados 1,2 milhões destes, informou esta quarta-feira o Ministério da Educação.

Estava previsto que os vouchers que as famílias vão poder trocar por novos manuais só começassem a ser distribuídos a partir de 16 de agosto, para os alunos dos anos de continuidade, mas esse trabalho foi antecipado.

Segundo Ministério da Educação, estes vales vão sendo disponibilizados gradualmente, à medida que as turmas são constituídas e que essa informação é disponibilizada pelas escolas, e até ao momento o número ascende aos 1,2 milhões.

"Por essa razão, os encarregados de educação devem estar atentos à plataforma, visitando-a ao longo do tempo, sendo também avisados da disponibilização dos 'vouchers' através de correio eletrónico", refere a tutela em comunicado.

Para aceder a estes vales, os encarregados de educação devem registar-se na plataforma MEGA (www.manuaisescolares.pt) ou descarregar a app "Edu Rede Escolar", onde os vouchers ficam disponíveis a partir do momento em que as escolas exportarem todos os dados necessários na plataforma.

A partir destes dispositivos, passam a ter acesso aos dados escolares dos seus educandos e aos respetivos vouchers para os manuais escolares, bem como à lista das livrarias aderentes, onde poderá ser feito o levantamento.


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Milhares de manuais escolares expiram em setembro. Escolas pedem plano de envio para os PALOP

 Os livros agora retirados, por terem atingido os seis anos de vigência, são os manuais de Ciências Naturais, Físico-Química, História e Inglês do sétimo ano, e Biologia e Geologia do décimo ano.


AAssociação Nacional dos Dirigentes Escolares (ANDE) desafiou o Ministério da Educação a lançar um plano nacional para recolher os milhares de manuais em fim de validade e que deixam de ser utilizados.

O prazo de validade termina já no próximo mês para dezenas de milhares de livros. Como as escolas não têm capacidade para os aceitar, Manuel Pereira, presidente da Associação dos Dirigentes Escolares, em declarações ao jornal Público, exortou o Ministério da Educação a lançar um plano nacional de recolha de manuais não reutilizáveis, com o objetivo de os enviar para locais onde possam ser úteis, tais como os PALOP.

O presidente da Associação dos Dirigentes Escolares considera que seria "criminoso" desaproveitar os livros. Na perspetiva de Manuel Pereira, a recolha e envio de manuais para países que os possam utilizar é um trabalho "cívico" que o Ministério da Educação poderia assumir, ao contrário das escolas, que não têm meios para o fazer.

Em causa estão livros que atingiram os seis anos de vigência, de disciplinas como Ciências Naturais, Físico-Química, História e Inglês do sétimo ano, e Biologia e Geologia do décimo ano.

Noutro plano, Manuel Pereira referiu-se aos computadores entregues aos alunos do quarto, nono e décimo segundo anos, dizendo que até ao momento o Ministério da Educação não se manifestou, perante um trabalho que tem sido muito exigente. Isto porque a avaliação do estado dos computadores tem sido feita pelos assistentes operacionais, já que, na maioria dos casos, não há técnicos especializados.

A ANDE considera que as escolas não têm capacidade para armazenar milhares de manuais escolares em fim de validade que são devolvidos pelos alunos e o presidente da instituição lança um desafio ao Ministério da Educação.

"Valia a pena que o Ministério da Educação fizesse a recolha desses manuais, que são centenas de milhares a nível nacional, e os pudesse fazer chegar a quem ainda pudessem ser úteis", diz Manuel Pereira. Na opinião os Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) poderiam ser uma alternativa, "povos em que o acesso aos livros e manuais não é tão fácil "e acredita que " muitos dos programas curriculares também são trabalhados nesses países".

O presidente da ANDE considera que mais de metade dos manuais escolares é devolvida em bom estado.

"As escolas são sempre o reflexo das comunidades em que estão inseridas", afirma. Contudo ressalva que" há comunidade economicamente instáveis, disfuncionais, em que os alunos fazem dezenas de quilómetros em transportes públicos e naturalmente há maior desgaste dos manuais".

As escolas afirmam ter igualmente problemas com os computadores devolvidos no final do ano que têm de ser todos verificados para serem atribuídos no próximo ano letivo a novos estudantes. Queixam-se de não ter pessoal especializado em número suficiente para o fazer.


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11/08/2021

"Muito positiva". Ministro da Educação saúda vacinação de crianças dos 12 aos 15 anos

 

O ministro da Educação disse ainda esperar que seja "total" a adesão à vacinação pelas crianças, jovens e adultos pertencentes aos grupos que podem ser vacinados.



O ministro da Educação considerou "muito positiva" a recomendação da Direção-Geral de Saúde (DGS) para a vacinação universal das crianças entre 12 e 15 anos contra a Covid-19 e espera que seja operacionalizada "o mais rapidamente possível".

A recomendação da Direção Geral de Saúde (DGS) "é muito positiva e esperamos que possa ser operacionalizada o mais rapidamente possível", afirmou o ministro Tiago Brandão Rodrigues, em Beja, esta terça-feira.

Questionado pelos jornalistas, à margem da apresentação da Agenda para a Inovação das Políticas de Juventude, sobre a decisão da DGS de recomendar a vacina para os jovens entre os 12 e os 15 anos, o governante lembrou a importância da imunização contra a doença provocada pelo novo coronavírus.

"É um ponto importante para podermos vacinar esta faixa etária, da mesma forma que já estamos a operacionalizar a vacinação dos jovens com 16 e 17 anos e de toda a população adulta", afirmou.

Assim, vai ser possível "complementar o conjunto de barreiras que temos na nossa sociedade que nos permitem lutar contra esta pandemia", continuou.

"A vacinação é extremamente importante e acho que isto é um fator muito positivo. Esperamos que possa acontecer o mais brevemente possível, para que também o início do ano letivo possa ser complementado com estas medidas, que nos darão ainda maior segurança", assinalou.

Tiago Brandão Rodrigues argumentou que "as escolas foram tradicionalmente, ao longo deste tempo, lugares seguros", não só graças ao conjunto de protocolos implementados, "relacionados com a utilização de máscara, de circuitos, da higienização dos espaços e também das mãos", mas também da vacinação prioritária dos docentes e não docentes.

"E, agora, com a vacinação dos mais jovens, temos ainda outra camada de proteção", sublinhou.

A DGS disse que "existem as condições" para avançar "rapidamente" com a vacinação na faixa etária entre os 12 e os 15 anos, "isto é, no final do mês de agosto [e] início do mês de setembro", mas, ao mesmo tempo, é necessário que "a generalidade da população entenda a importância da vacinação", alertou.

"Se nós abrirmos a vacinação para faixas etárias e depois a procura e adesão por parte da população não for total, obviamente que criamos bolhas dentro da população de não imunização através da vacinação", o que não pode acontecer, defendeu.

Portugal é "um dos países em todo o mundo onde a vacinação é mais comum, onde o nível de penetração da vacinação é quase universal", com as vacinas que existiam habitualmente, "e assim tem que ser também com a Covid-19", insistiu.

O ministro da Educação disse ainda esperar que seja "total" a adesão à vacinação pelas crianças, jovens e adultos pertencentes aos grupos que podem ser vacinados.

62% da população portuguesa já tem a vacinação completa (6.403.987), enquanto 71% (7.330.505) têm pelo menos uma dose administrada contra a Covid-19, segundo dados da Direção-Geral da Saúde (DGS), divulgados esta terça-feira.

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Desde o início da pandemia, apenas 58 crianças e jovens foram internados em UCI

 Os números representam 0,04% dos casos positivos registados desde março do ano passado e maio de 2021. Até ao momento registaram-se cinco mortes, dos zero aos 19 anos, todas com comorbilidades.


Desde o início da pandemia em Portugal, apenas 58 crianças e jovens deram entrada nas unidades de cuidados intensivos pediátricos dos hospitais. De acordo com a edição desta quarta-feira do Público, tal corresponde a 0,04% dos casos positivos registados desde março do ano passado e maio de 2021, considerando crianças e jovens dos zero aos 19 anos: o universo total de infeções neste período de tempo foi 125.942.


Olhando para os dados do Registo Nacional de Casos Pediátricos de Covid-19 com Internamento em Intensivos (Epicentre.pt), o principal motivo para o internamento foi a síndrome inflamatória multissistémica em idade a (MIS-C, sigla em inglês). Ainda assim, estes 58 casos dividem-se entre doença aguda e MIS-C — dos 17 casos de doença aguda registados, a maior parte das crianças e jovens tiveram doença respiratória, sendo que a idade média é de 90,3 meses.


Covid. Que síndrome é esta que afeta as crianças?

Considerando agora os 41 casos de MIS-C, à exceção de uma situação no Centro a propósito de uma criança de 15 meses, os restantes dizem respeito a idades entre os cinco e os 17 anos.

Até ao momento, registaram-se cinco mortes considerando estas faixas etárias, dos zero aos 19 anos — todas com comorbilidades associadas.

Para Cristina Camilo, presidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos Pediátricos e responsável pelos dados pediátricos, a “doença grave é raríssima” em idade pediátrica. Citando ainda o presidente do Colégio de Pediatria da Ordem dos Médico, de março do ano passado até julho de 2021 registaram-se um total de 766 crianças internadas em enfermarias. “Sabendo nós que em março/ abril do ano passado foram internadas várias crianças por precaução, este número cai ainda mais.”

Na terça-feira, a Direção-Geral da Saúde voltou atrás com a posição tomada há menos de duas semanas, recomendando a vacinação universal para crianças entre os 12 e os 15 anos.


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Ministro da Educação remete para autoridades de Saúde decisão sobre testes ou nova vacina

 A DGS e as autoridades de Saúde é que devem "definir esse referencial para fazer com que as escolas sejam um lugar seguro", afirmou o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.


O ministro da Educação remeteu esta terça-feira para as autoridades de Saúde as “respostas” sobre uma eventual realização de testes ou a administração de nova dose da vacina contra a Covid-19 a docentes e funcionários das escolas.

Sobre “a pertinência da testagem, quer seja na sua vertente de diagnóstico, quer seja através de testes serológicos, quem tem que dar respostas são as autoridades de Saúde”, afirmou aos jornalistas Tiago Brandão Rodrigues, à margem de uma cerimónia em Beja.

Nos últimos dias, “temos ouvido que existirá um teste-piloto” ou “um trabalho científico nos lares, para entender qual é o grau de imunização das pessoas que foram vacinadas”, aludiu o ministro, referindo ter ouvido também esta terça-feira referir que “não existe uma implicação formal” entre os testes serológicos e a necessidade ou não de uma nova toma da vacina.

“Eu ouvi aquilo que foi dito e quem tem que definir essas questões são as autoridades de Saúde” e os professores e a população em geral têm “de seguir” o que aquelas disserem, assinalou.

É às autoridades de Saúde que cabe “a priorização, os tempos e o modo também de fazer toda esta vacinação”, nomeadamente “aqueles que devem ser vacinados, quando devem ser vacinados, a quantidade de vezes que devem ser vacinados”.

“Obviamente que não vai ser o mundo da Educação que vai definir se aqueles que já tiveram a doença devem ter uma toma, duas tomas, três tomas” da vacina contra a Covid-19 ou “quando” e “como” esse processo decorre, argumentou.

Diretores de escolas e sindicatos de professores defenderam, nos últimos dias, que é preciso efetuar testes serológicos aos docentes e não docentes, para analisar o grau de imunidade dos vacinados contra a Covid-19.

Questionado sobre se os protocolos que têm vigorado nas escolas relacionados com a Covid-19 vão ser alterados, agora que a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomendou também a vacinação universal dos jovens entre os 12 e os 15 anos, Tiago Brandão Rodrigues disse que, para já, o referencial não mudou.

“Neste momento, o referencial que está em cima da mesa por parte da DGS é exatamente o mesmo que existiu neste último ano e que serviu às nossas escolas. Obviamente, temos de trabalhar e entender com a DGS qual é o referencial que nos serve em cada uma das situações”, disse.

O ministro da Educação disse acreditar que, “a partir do momento [em] que a imunização de docentes, não docentes e até das crianças e jovens vá aumentando, poderá haver condições para pensar se o referencial deve mudar ou não“.

Mas a DGS e as autoridades de Saúde é que devem “definir esse referencial para proteger as nossas crianças, os nossos jovens e para fazer com que as escolas sejam um lugar seguro”, defendeu.

O ministro participou, em Beja, na Cimeira do Futuro Associativismo e Juventude, promovida pela Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ), onde foi apresentada a Agenda para a Inovação das Políticas de Juventude.




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03/08/2021

Ensino Superior. Professores pedem "justiça" e aumento de vagas, Governo abre mais 300 lugares mas não devido às más notas

 Os resultados dos exames de 2021 em comparação com os do ano passado levaram professores a pedirem o aumento de vagas no Ensino Superior. Governo aumenta vagas mas não por essa justificação.

O Governo não vê necessidade de reforçar o número de vagas para o Ensino Superior devido aos resultados dos exames nacionais que, depois de um ano de pandemia em que houve notas históricas, estas voltaram a descer para os números pré-pandemia, e os professores temem que haja uma injustiça relativa aos alunos que ainda se podem candidatar com as notas de 2020. Contudo, lugares vão ser aumentados como tem sido habitual.

Fonte do gabinete do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) disse ao Público que, “até ao presente momento, não existem elementos que indiciem a necessidade de assumir” um aumento de vagas. Apesar disso, o secretário de Estado Adjunto e da Évora revelou na TVI que “todos os anos há um cuidado de análise das candidaturas”, o que este foi feito ainda antes do conhecimento dos resultados e o que vai permitir 300 novas vagas. “O ano passado foram aumentadas as vagas no acesso ao Ensino Superior nos cursos mais competitivos e este ano há mais vagas para esses cursos e alguns na área do digital”, esclareceu, frisando que serão feitos “ajustes pontuais sempre que necessário”.

Opinião diferente tem o presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), João Araújo, considerando que a diferença de resultados entre 2020 e 2021 pode levantar um “problema de injustiça”. “Já antes contactámos o ministério e apelamos agora aos reitores para que, em conjunto, façam o possível e impossível para aumentar o número de vagas nos cursos de médias mais elevadas. É um problema de justiça. Os alunos deste ano não podem ficar fora do curso em que entrariam em condições normais apenas pelo facto de Matemática ter um exame muito mais difícil este ano”, explicou.

No fundo, aos olhos de João Araújo, tudo se prende com uma questão de justiça: “Os melhores alunos deste ano estão em franca desvantagem relativamente aos que se vão recandidatar com as notas do ano passado.”

Já no momento em que foi conhecido o exame de Matemática A, Teresa Moreira, da associação de professores da disciplina, tinha explicado que o maior número de perguntas obrigatórias estava previsto, mas não o aumento do grau de dificuldade. A Sociedade Portuguesa de Matemática traduz em números o motivo do pedido, ao explicar que os alunos que fizeram o exame este ano tiveram uma média de 10,6, um valor que se compara com os 13,3 de 2020 e o número de alunos com nota inferior a 9,5 valores aumentou 71%, de 8839 para 13.475.

Após o repto presidente da SPM que pedia para se “utilizar as vagas reservadas para os contingentes especiais para aumentar os lugares disponíveis para o contingente geral do concurso nacional de acesso”, o gabinete de Manuel Heitor esclarece que isso já ocorre anualmente e que “todas as vagas não ocupadas nos contingentes especiais revertem para o contingente geral”.


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Notas altas nos exames caem a pique. Alunos com 19 e 20 valores são menos 70% do que no ano passado


 

 


Valores da médias estão mais próximos dos registados há dois anos, antes das regras da pandemia que também fizeram disparar as notas de 19 e 20 valores. Este ano, tudo volta à normalidade. Tudo o que sobe tem de descer. As médias altas e o número de alunos com com 20 valores nos exames, que o ano passado tinham dado um pulo gigantesco, desceram de forma igualmente considerável e regressam àquilo que costuma ser a normalidade nos exames nacionais. O número de estudantes que consegue as notas mais elevadas cai 70% em relação a 2020. Este ano, só 907 alunos conseguiram alcançar um 20 e 3.738 conseguiram chegar ao 19. Os dados são do Júri Nacional de Exames, divulgados pelo Ministério da Educação. Num ano em que 20 disciplinas viram as médias cair, a queda não seria tão acentuada se passássemos uma esponja no ano 2020, quando os exames tiveram regras muito diferentes das habituais para se adaptarem à pandemia: alunos com aulas à distância, alunos sem meios para ter aulas à distância, programas que não foram cumpridos e a pressão psicológica de um confinamento. Assim, se a comparação fosse entre os valores de 2021 e os de 2019, apenas 8 médias desciam, 13 subiam e 1 ficava igual. Para Espanhol (continuação) e Mandarim não há dados que permitam fazer a análise. No total, num ano em que o IAVE tentou criar exames que não permitissem notas demasiado altas, 4.645 estudantes conseguiram alcançar as duas notas mais elevadas nas provas nacionais. Há um ano, tinham sido 15.550, ou seja, houve um decréscimo de 70%. Desses, 3.477 foram classificados com 20 valores. Mesmo em relação a 2019 — a última vez que as provas foram feitas com as regras habituais — o número é mais pequeno. Nessa altura, 8.486 alunos tiveram as duas notas máximas (2.557 conseguiram 20 valores e 5.929 tiraram 19). Matemática A é um desses exemplos. O ano passado mais de 6 mil alunos conseguiram tirar as notas mais elevadas no exame: 1.399 terminaram o exame com 20 valores e outros 4.628 estudantes foram pontuados com 19. Este ano, a queda é vertiginosa com quase menos 75% de estudantes a conseguir chegar ao topo. Apenas 217 foram pontuados com 20 valores e 1.312 com nota 19. Apesar da quebra é nesta disciplina que há maior número de alunos com 19 e 20 valores (1.529), seguida de perto pela Geometria Descritiva A com 1.102 alunos — 708 com 19 valores, 394 com nota 20. Neste exame, devido à sua especificidade, é habitual, tal como aconteceu este ano, a maioria dos alunos concentrar as notas nos valores máximos. No exame de Biologia e Geologia só 3 alunos tiveram 20 Não é possível tentar ser um futuro médico sem fazer o exame nacional de Biologia e Geologia, que serve como específica para os cursos de Medicina. Este ano, a média nacional cai dois valores, mas é quando se olha para o topo, onde estão as notas dos bons alunos que se encontram as divergências. Em 2020, mais de 3 mil alunos tiveram nota 20 no exame (3.858 ). Este ano foram 3. O mesmo se passa com os classificados com 19 valores: caem de 5.162 para 138. Também a Física e Química — a única disciplina que ficou com uma média abaixo dos 10 valores (9,8) — a queda no número de notas elevadas é significativa, descendo de 3.579 para 468. Entre os estudantes que foram classificados com 20 valores, a diferença é de 753 provas com classificação máxima para apenas 95. Em termos de notas altas, Português A é a exceção. Se é a única disciplina que resiste e se mantém com uma média nacional de 12 valores, sem subir, nem descer, entre as mais concorridas é a única que vê aumentar o número de notas elevadas. O ano passado, 6 alunos tiveram 20 valores, nesta 1.ª fase dos exames nacionais foram 20. Com a classificação de 19 valores, acontece o mesmo: 390 conseguiram ter essa nota contra 247 no ano anterior. Geografia A e História A não fogem ao padrão deste ano. As médias nacionais descem e o número de alunos com notas máximas também. Na primeira, apenas 1 aluno obteve classificação de 20 e outros três de 19. No ano anterior, tinham sido 136 e 517 estudantes, respetivamente. Na disciplina de História de 12.º ano, houve 6 alunos com 20 valores (tinham sido 113) e 29 com nota 19 E se 2020 não tivesse existido? Havia 13 disciplinas a subir em vez de 20 As médias nos exames nacionais deste ano desceram a 20 disciplinas, com todas as cadeiras mais concorridas a fazer parte desse rol, exceto Português que mantém a média nos 12 valores. À disciplina que mais sobe, Latim, só foram feitas 10 provas e as restantes duas subidas, de 1,3 valores, são a Matemática Aplicada a Ciências Sociais e a Geometria Descritiva. Se este ano há uma grande queda nas médias é porque o ano passado houve uma subida desmesurada. E foi o aumento das notas de 2020 que fugiu ao padrão, enquanto os resultados deste ano voltam à normalidade. Por isso, mais do que comparar com as notas do ano passado — quando os exames se adaptaram a um período extraordinário e de emergência nas salas de aulas e na sociedade com a pandemia de Covid-19 —, importa olhar para 2019. A primeira conclusão? Em vez de 20 descidas, haveria apenas 8. Entre estas, só duas teriam uma descida estatisticamente relevante, acima de 1 valor: Matemática desceria de 14,6 para 10,1 (4,5 valores) e Geometria Descritiva de 13,5 para 12,4. Com duas disciplinas sem dados comparativos — Mandarim e Espanhol (continuação) —, a média nacional de Desenho A ficaria na mesma com 13,8 valores. Entre as 13 disciplinas que subiriam, 7 teriam uma variação estatisticamente relevante e acima de 1 valor. Entre as que têm maior número de alunos inscritos, Filosofia passaria de 9,8 para 12,2 valores, História A, com um aumento de 2,5 valores, passaria de 10,4 para 12,9 e, finalmente, Biologia e Geologia subiria de 10,7 para 12 valores. As restantes subidas são nos exames de línguas: Francês (subida de 3,6 valores), Alemão (3,2), Latim (subida de 2,9) e Inglês (2,6). 2021 existiu. E a queda foi grande Vinte descidas, três subidas e uma disciplina igual. Assim se saldou o balanço da 1.ª fase dos exames nacionais. As quedas afetam todas as disciplinas mais concorridas, exceto Português. Matemática A desce 2,7 valores (de 13,3 para 10,6), Biologia e Geologia cai 2 (de 14 valores para 12) e a média nacional de Física e Química cai 3,4 valores, de 13,2 para 9,8.A A Filosofia, a queda é inferior a 1 valor, passando de 13 para 12,2. Já a História A a média nacional desce de 13,4 valores para 12,9, uma queda de 0,5. Geografia A também desce, mas menos: passa de 13,6 para 10,7 (quebra de 2,9 valores). As grandes subidas foram a Latim, que subiu dos 11,8 para os 13,6 valores, a Matemática Aplicada às Ciências Sociais, que subiu de 9,5 para 10,7 e ainda a Geometria Descritiva que sobe de 11,2 para 12,4 valores.  



 

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Madeira: 13% dos alunos com classificação entre 17 e 20 valores nos Exames Nacionais

 

A Madeira obteve média positiva nos exames das 21 disciplinas, sendo que em sete disciplinas a RAM registou percentagens superiores a 80% de positivas.


A Região Autónoma da Madeira (RAM) teve 13% dos alunos com classificação entre os 17 e os 20 valores nos Exames Nacionais da Primeira Fase do Ensino Secundário, revelam dados da Secretaria Regional da Educação.

Das 5.452 provas realizadas (menos 427 face ao ano passado), a Madeira teve 25 alunos que obtiveram a nota máxima de 20 valores: oito alunos em Geometria Descritiva A, quatro alunos em Matemática A, quatro em Física e Química A, quatro em Desenho A, dois alunos em Inglês, um aluno em Economia A, um em Filosofia e um em Português.

No conjunto das 21 disciplinas sujeitas e Exame Final Nacional, 4.296 alunos (mais 125 em relação a 2020) registaram 6.564 inscrições em exames (mais 150 face ao ano passado).

A média de presenças rondou os 83% (menos 9% do que em 2020), o que significa que a percentagem de alunos que faltaram aos exames foi de 17%. E dos 257 alunos que realizaram a componente escrita dos Exames Nacionais de Línguas Estrangeiras , 19 faltaram à componente oral.

A disciplina que registou maior número de provas realizadas foi a de Português, com 1.153, seguida das disciplinas de Biologia e Geologia, com 1.021 provas realizadas, de Matemática A, com 802 provas realizadas, e finalmente de Física e Química A, com 770 provas realizadas.


A Madeira obteve média positiva nos exames das 21 disciplinas, sendo que em sete disciplinas a RAM registou percentagens superiores a 80% de positivas: Francês, Espanhol Iniciação, Espanhol Continuação, História A, Desenho A, História e Cultura das Artes e Português Língua Segunda.

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Professores chocados com resultados do exame de Matemática A propõem aumento de vagas no ensino superior

Iave quis impedir notas “demasiado elevadas” e conseguiu aumentando o número de perguntas obrigatórias. Alunos deste ano podem sair prejudicados no acesso ao superior face aos que se recandidatam usando a nota de 2020





Iave quis impedir notas “demasiado elevadas” e conseguiu aumentando o número de perguntas obrigatórias. Alunos deste ano podem sair prejudicados no acesso ao superior face aos que se recandidatam usando a nota de 2020. “Apelamos aos reitores para que em conjunto façam o possível e impossível para aumentar o número de vagas nos cursos de médias mais elevadas.” Este é o repto lançado pela Sociedade Portuguesa de Matemática para que se corrija a situação de desigualdade no acesso ao ensino superior em que ficaram os alunos que fizeram exame este ano e que saíram da prova com uma média de 10,6, quando em 2020 este valor foi de 13,3. “É um problema de justiça. Os alunos deste ano não podem ficar fora do curso em que entrariam em condições normais apenas pelo facto de matemática ter um exame muito mais difícil este ano”, justifica o presidente da SPM, João Araújo, que logo no dia do exame de Matemática A propôs um aumento do número de vagas no ensino superior de modo a não prejudicar os alunos que foram a exame este ano face àqueles que se irão recandidatar ao concurso de acesso utilizando a nota de 2020. Apesar de o Instituto de Avaliação Educativa (Iave, responsável pela elaboração das provas) ter garantido que os exames deste ano não seriam mais difíceis, tanto a SPM como a Associação de Professores de Matemática (APM) alertaram logo que não foi o que aconteceu com a prova da disciplina, realizada por 34.124 alunos. “Era para mim expectável a descida acentuada das médias. No entanto é assustadora a descida da moda [a nota mais repetida] - de 190 para 100 pontos [19 para 10 valores]”, exclama a professora de Matemática do secundário, Teresa Moreira, que em Julho comentou o teor do exame em nome da APM. Frisando que esta é a sua opinião pessoal, a docente da Escola Secundária Camões, em Lisboa, não tem dúvidas de que “estas descidas acentuadas terão consequências imediatas quando comparamos as condições de acesso ao ensino superior dos alunos destes dois anos”. “Os não colocados do ano passado entrarão à frente dos alunos que realizaram pela primeira vez exame este ano”, alerta. Houve uma descida generalizada das médias dos exames realizados este ano, mas entre as que tiveram mais alunos em prova Física e Química foi a única que desceu abaixo dos 10 valores. A média ficou-se nos 9,8 por comparação aos 13,2 de 2020. Para a presidente da Sociedade Portuguesa de Física, Conceição Abreu, esta variação mostra que é necessário “afinar as provas de exame de modo a que não tenham muitas perguntas optativas [como aconteceu em 2020], nem tantas de resposta obrigatória mais trabalhosas [como neste ano]”. Embora os exames de Julho tenham seguido o mesmo modelo de 2020, com um grupo de questões opcionais em que só foram contabilizadas as melhores respostas, o Iave, responsável pela elaboração dos exames, aumentou o número de perguntas obrigatórias. Esta foi a forma de impedir os alunos de “fugirem” às matérias que não dominavam e evitar assim as notas “demasiado elevadas” registadas no ano passado. Em resposta ao PÚBLICO, o presidente do Iave Luís Pereira dos Santos considera que os resultados dos exames dão “boas indicações sobre a adequação das decisões técnicas implementadas nas provas, tendo em consideração a situação lectiva vivida no presente ano escolar, a qual se pode considerar algo diferente do contexto de aprendizagem vivido pelos alunos durante o primeiro confinamento, em 2020”. “As provas de exame são construídas tendo por objectivo a melhor representação possível do currículo de cada disciplina, bem como dos vários graus de complexidade cognitiva envolvidos nos processos de aprendizagem dos alunos. Neste sentido, a média dos resultados obtidos pelos alunos e a distribuição das classificações reflectem essa representatividade”, adianta este responsável. “A Física é por demais bonita e essencial para não ter o seu lugar nas médias positivas”, desabafa Conceição Abreu. Devido à existência de muitas perguntas trabalhosas de carácter obrigatório, a SPF já tinha antecipado a descida da média no parecer divulgado no dia em que se realizou este exame do 11.º ano, a que compareceram 32.802 alunos. Esta é utilizada como prova de ingresso em muitos cursos da área das engenharias e da saúde. Critérios foram “melhorados" “Temos de trabalhar para que, nos próximos anos, os alunos que escolhem Física e Química tenham mais sucesso. E esse trabalho tem de ser de imediato porque para o ano, os alunos que vão chegar ao 11.º apanharam a pandemia ainda no 9.º e há um enorme deficit na componente experimental”, alerta Conceição Abreu que realça assim a importância da parte prática: “fazer para melhor compreender”. A descida da média de 14 para 12 valores no exame de Biologia e Geologia, do 11.º ano, também não surpreendeu o presidente da associação de professores da disciplina. “A média de 12, 2 valores abaixo da de 2020, está em linha com aquilo que foi a posição pública assumida pelo Instituto de Avaliação Educativa, tendo em conta aquele valor de 2020” aponta Adão Mendes. Na altura do exame, a Associação Portuguesa de Professores de Biologia e Geologia (APPBG deu a conhecer que ia propor uma “melhoria” dos critérios de correcção da prova de modo a que estes completassem “algumas possibilidades não previstas” no documento inicial e não prejudicassem assim “os alunos que se esforçaram por desenvolver os chamados itens de construção [desenvolvimento] face aos que privilegiaram as perguntas de escolha múltipla”. Adão Mendes adianta agora que estas sugestões foram “bem acolhidas” pelo Iave. Pelo segundo ano consecutivo, o exame de Biologia e Geologia, que serve de ingresso para os cursos de saúde, foi a prova mais concorrida, tendo sido realizada por 36.517 alunos. Apesar das “melhorias” introduzidas nos critérios de correcção, os chumbos sofreram um aumento de 82%. Português, Filosofia e História são excepções à regra Antes da pandemia, por ser obrigatório para todos os alunos, o exame de Português do 12.º ano era o que reunia mais alunos. Posição que não manteve nem em 2020, nem em 2021 devido às alterações do carácter destas provas: deixaram de contar para a conclusão do ensino secundário, servindo apenas como provas de ingresso no superior. Ainda assim, com 34.318 alunos, foi a segunda prova mais concorrida e a única no lote das mais procuradas que escapou à descida das médias. Obteve 12 valores, o mesmo resultado de 2020 e não muito distantes dos valores registados nos últimos anos antes da pandemia, onde as médias rondaram os 11 valores. “As classificações de Português costumam sofrer menos flutuações do que as de outras disciplinas porque dependem sobretudo de competência e da capacidade de escrita, que não se inventa de um momento para o outro e que pode também ser trabalhada à distância”, comenta o novo presidente da associação de professores da disciplina, Luís Redes. No parecer divulgado em Julho, a Associação de Professores de Português chamou a atenção para “a elevada quantidade de questões de escolha múltipla – 9 itens num total de 15”: “Numa prova de língua talvez seja demasiado.” Nos exames deste ano, Filosofia foi também uma das excepções: apesar da média ter baixado, por comparação a 2020, 0,8 valores para 12,2 manteve-se acima do que era habitual antes de 2020. Em 2019 e 2018, por exemplo, as médias foram de 9,8 e 11,1, respectivamente. “Desde que a média de Filosofia voltou a ser nota de acesso ao ensino superior, as classificações têm vindo a aumentar; sobretudo há mais alunos com notas mais altas”, explica o presidente da Sociedade Portuguesa de Filosofia, José Meirinhos, que atribuiu a ligeira descida face a 2020 pelo facto de o exame de Julho passado ter “mais perguntas de resposta obrigatória”. Também História A aguenta-se no barco. A média do exame deste ano foi de 12,9, menos 0,5 do que a de 2020. Mas tal não constitui motivo de regozijo para o presidente da Associação de Professores de História, Miguel Barros. Tal como já alertara na altura do exame, afirma agora que “as boas classificações obtidas se devem, essencialmente, ao facto de o Iave ter decidido menorizar as questões de composição em detrimento das de selecção [escolha múltipla], reduzindo a classificação das primeiras”. “É uma subida que não reflecte uma melhoria efectiva das aprendizagens. É, apenas, uma questão cosmética e que prejudica os alunos que se esforçam por ‘perder’ tempo a responder às questões de composição”, lamenta  

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