Sindicato fundado em 1939 visando a promoção da educação e a valorização de todos os seus profissionais. Visamos a qualidade no Ensino Público e Privado.

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09/12/2020

Nota de Imprensa: O Portugal dos Pobrezinhos

SE O OBJETIVO É FAZER DE PORTUGAL UM PAÍS DE POBRES ESTE É UM BOM ORÇAMENTO!



O SINAPE NÃO DESISTE, INFORMA E DIVULGA.





SINAPE - SINDICATO NACIONAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO. O QUE NÃO DESISTE HÁ MAIS DE 81 ANOS 

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30/07/2019

Alegoria do Professor

DESCRENÇA, FADIGA FÍSICA E EMOCIONAL, DESACREDITAR E EXAUSTÃO... 


Eis o Docente criado, em quatro anos - uma legislatura (2015/2019) - pela dupla António Costa/Mário Centeno.

Persistência
Os Docentes sempre souberam ser persistentes e consistentes. Conscientes de serem fundamentais na Sociedade Humana como garante de promoção dos alunos por meritocracia, mesmo admitindo não serem devidamente remunerados no final da carreira contributiva e profissional, em função da sua importância social, sujeitavam-se a baixas remunerações no início - tendo em conta que constituem uma das classes profissionais mais qualificadas - sabendo que as injustiças remuneratórias se iam esbatendo durante o tempo em que lecionavam.  


Motivação exemplar
Os Docentes sempre tiveram consciência e bom senso. Ao trabalharem com "matéria-prima sensível" - crianças, adolescentes e jovens adultos - nunca se podem desmotivar, pois "do outro lado a seu lado" estão seres humanos com necessidades específicas, em aprendizagem, exemplo e afetos, que são sempre, a cada início de aula, semana, período e ano letivo fator de motivação. Mesmo sentido-se injustiçados cumprem as suas funções com os meios - demasiadas vezes escassos de... mais - que têm ao seu dispor.

Nós sabemos
Os Docentes sabem que são utilizados. Sabem que pela idiossincrasia da sua profissão - ensinar, formar, dar cultura consistente e educar para a cidadania - são facilmente vítimas das entidades superiores que abusam dessas características intrínsecas da docência pois sabem que os professores nunca prejudicarão os alunos mesmo que estejam a ser vítimas de más políticas, decisões incorretas e tentativa de enfraquecimento do seu estatuto social por porte da tutela.

Um circuito montanha acima
Em quatro anos montaram uma carreira zizagueante, sem nexo, com probabilidades e possibilidades de saltar de nível, fazendo lembrar aqueles «jogos da Majora» (para os menos novos) em que se lançavam os dados e recolhiam de uma a seis pintas correspondentes a casas avançadas ou aqueles «jogos de computador» (para os menos idosos) em que se saltavam linhas conforme a destreza dos jogadores. Uma carreira estruturada, sujeita para progredir, a avaliações e até quotas para dois escalões (embora se minta à Opinião Pública e a tutela permita em vez de mostrar, com números, a avaliação que exige e bem). Uma carreira que passou a permitir que haja quem não avance, avance ao pé-coxinho enquanto o tempo passa e passa tão depressa que chega ao fim sem que o Docente tenha possibilidade de chegar ao topo. Uma carreira em que para andar 40 anos seriam necessários 120 anos, mas a esperança média de vida ainda não permite. Talvez lá para o próximo século, o XXII. Uma carreira que de horizontal como é a maior parte de Portugal passou a ser uma montanha lá para os Himalaias onde só alguns, sortudos, conseguem ter condições para subir. Já não é uma carreira, é uma escalada. Não sabe escalar? Vá aos ziguezagues montanha acima (e cuidado com os precipícios traiçoeiros). Quem está, está. Quem não está, estivesse! Só falta implementarem, com legislação, o labirinto que cozinham há anos!


Não queremos ser cobaias de ensaios programados entre Bruxelas/Estrasburgo para países periféricos da União Europeia.

Não contem com o SINAPE para fazer de conta! Que não vê, não ouve e cala!





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18/07/2019

A Canga dos Ingratos

ASSUMIMOS QUE SOMOS UNS INGRATOS QUE NÃO SE DEIXAM SUBJUGAR À CANGA.


Ouvindo o discurso acerca do «Estado da Nação» proferido pelo primeiro ministro na Assembleia da República, consideramos que nós professores e os não docentes, somos uns ingratos.

Somos uns ingratos, porque reclamamos todo o nosso tempo de serviço, pondo em causa a sustentabilidade económica do País; somos ingratos porque, já todos, de uma forma igualitária ganhamos o ordenado mínimo ou quase...

Somos ingratos, pois não sabemos esperar pela nossa vez, atendendo a que o atual governo começou por melhorar as condições remuneratórias dos magistrados. Há que saber esperar...

Somos ingratos, pois temos que perceber que se devem iniciar as melhorias visando as elites que tanto se esforçam para cumprir o preâmbulo da «Constituição Portuguesa», “para uma sociedade socialista”.



Somos ingratos, pois cada vez temos maior igualdade - todos com o ordenado mínimo ou a caminhar para ele - e os ricos e as elites, aqueles que têm vencimentos acima de 1500,00 euros têm que pagar a maior carga de impostos da era democrática, «a Bem da Nação».

Somos ingratos, pois compararmo-nos aos nossos vizinhos espanhóis, que têm salários maiores, impostos mais baixos, eletricidade, gás, água, comunicações e combustíveis mais baratos, não pagam nos itinerários principais, em suma, com um governo socialista vivem melhor, e nós, uns ingratos por tanto esforço feito, em Portugal, para os portugueses, por uma coligação positiva!

Mas, não somos só nós, os ingratos, também, os médicos, enfermeiros, polícias, técnicos de diagnóstico, assistentes técnicos e administrativos são uns ingratos, pois só pode ser por ingratidão que estes profissionais não entendam que 10 anos em cada escalão remuneratório é uma bênção, e 140 curtos anos para chegar ao topo é uma meta objetiva.

Em conclusão, o país está melhor - até muito melhor - e nós é que somos uns ingratos.


Contudo, continuaremos a pugnar pelo nosso tempo de serviço, por melhores condições de trabalho, pela redução de impostos, pelo justo valor dos bens essenciais, pela proximidade ao modo e qualidade de vida dos cidadãos europeus, por uma sociedade que se balize por remunerações que nos retirem da mediana baixa da União Europeia, em competição direta com os países pobres da «ex-Europa de Leste».

Continuaremos a exigir justiça remuneratória, trabalho digno e respeito pelos cidadãos, que não são ativos fiscais, mas exigem um governo e uma elite que saibam respeitá-los e incluí-los na Europa da boa governança e respeito pela cidadania.

O SINAPE nunca cruzará os braços ou baixará a guarda!


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26/05/2019

Dar Com Uma Mão, Tirar Com a Outra

A CHAMADA "RECUPERAÇÃO" DOS TEMPOS DA AUSTERIDADE NÃO PASSA DE UMA FALÁCIA.



Quando se consultam as estatísticas europeias e se compara Portugal com alguns países é que se percebe como vamos sendo embalados por uma comunicação social incapaz e que é ela própria a criar factos e notícias falsas.


Portugal em 1995 estava 20 pontos abaixo da média de riqueza da União Europeia! Com 80 por cento tinha 12 (doze!) países abaixo de Portugal:
Malta (com 77, a três pontos)
República Checa (com 76, a quatro pontos)
Eslovénia (com 75, a cinco pontos)
Hungria (com 51, a 29 pontos)
Eslováquia (com 48, a 32 pontos)
Croácia (com 44, a 36 pontos)
Polónia (com 42, a 38 pontos)
Estónia (com 35, a 45 pontos)
Lituânia (com 33, a 47 pontos)
Bulgária (com 32, a 48 pontos)
Letónia (com 30, a 50 pontos)
Roménia (com 30, a 50 pontos)

Vejamos (clicar para o original):

Em 2017 é que percebemos como a demagogia tem escondido a mediocridade de quem nos governa e depois faz chantagem com a impossibilidade de cumprir o acordo como "pessoa de bem" respeitando o estatuto da Carreira Docente.

Os governos de vários países vão dando aos seus Povos melhores condições de vida.

Entre 1995 e 2017:
Lituânia (com 78, melhorou 45 pontos)
Estónia (com 77, melhorou 42 pontos)
Letónia (com 67, melhorou 37 pontos)
Roménia (com 63, melhorou 33 pontos)
Eslováquia (com 77, melhorou 29 pontos)
Polónia (com 70, melhorou 28 pontos)
Malta (com 95, melhorou 18 pontos)
Croácia (com 62, melhorou 18 pontos)
Hungria (com 68, melhorou 17 pontos)
Bulgária (com 49, melhorou 17 pontos)
República Checa (com 88, melhorou 12 pontos)
Eslovénia (com 85, melhorou dez pontos)

Portugal regrediu três pontos (de 80 para 77) entre 1995 e 2017, afastando-se, ainda mais, da média da União Europeia. Por isso foi "ultrapassado" por seis dos 12 Países que estavam "pior".


Malta já está 18 pontos à frente!
A República Checa já está onze pontos à frente!
A Eslovénia já está oito pontos à frente! 
A Lituânia já está um ponto à frente!
A Eslováquia e a Estónia "apanharam" Portugal.

Isto é inconcebível!

Vejamos (clicar para o original):



Como se pode ver no Quadro o atual Governo não "mexeu uma palha" no Pós-troika. Continua a governar como se o País estivesse intervencionado!

Vejamos (clicar para o original):



A culpa do Partido Socialista geringonçado ter empobrecido o país (mesmo sem troika) pois há países que continuam a ultrapassar Portugal só pode ser da Luta dos Professores pela dignificação da sua carreira e reposição dos seus direitos cumprindo os seus deveres como o próprio Presidente da República já referiu: «Portugal tem os melhores professores do Mundo».

O governo de António Costa é como a lesma? É! Mas a culpa é dos Professores!
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