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16/09/2021

Portugal tem dos professores mais velhos da OCDE

 Em média entre os países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), 36% dos professores do 3.º ciclo e 40% dos do Secundário têm mais de 50 anos, em Portugal são 50 e 44%, respetivamente. O relatório "Education at a Glance", divulgado esta quinta-feira volta, a alertar para o envelhecimento da classe e frisa o caso português.


"Muitos governos estão sob pressão para recrutar e treinar novos professores", sublinha a OCDE. No Básico e Secundário, cerca de 33% dos docentes têm 50 ou mais anos e podem aposentar-se na próxima década. Em Portugal, de acordo com dados de 2019, são 44%.

As organizações sindicais reclamam há muito medidas que contrariem o envelhecimento da classe docente como um regime especial de aposentação ou incentivos à fixação de docentes. Nos últimos anos, os diretores têm denunciado cada vez mais cedo no ano letivo dificuldades na substituição de docentes, especialmente nas regiões de Lisboa e Algarve, onde o custo mais elevado do alojamento leva muitos professores do norte do país a recusarem horários. O Governo, recorde-se, prometeu para este mês um diagnóstico às necessidades de docentes para os próximos cinco a dez anos.

De acordo com o relatório, o número médio de horas de ensino por ano diminui com os ciclos de escolaridade (989 horas no Pré-Escolar, 791 horas no 1.º ciclo, 723 horas no 3.º ciclo e 685 no Secundário), sendo a média inferior em Portugal (885 horas no Pré-Escolar, 649 no 3.º ciclo e 649 no Secundário), exceto no 1.º ciclo em que os docentes lecionam em média, por ano, 797 horas. Relativamente aos rendimentos, a OCDE reafirma que os salários dos professores portugueses são superiores quando comparados com a média de vencimentos pagos aos trabalhadores (homens ou mulheres) com o ensino superior.

No entanto, entre 2005 e 2020, os salários dos professores diminuíram 6% em Portugal, ao contrário do que se registou na média dos países da OCDE onde houve subidas entre 2% e 3%.

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