Sindicato fundado em 1939 visando a promoção da educação e a valorização de todos os seus profissionais. Visamos a qualidade no Ensino Público e Privado.

Páginas-

Recentes

26/05/2022

A Propósito do O.G.E.

DISCUTE-SE O ORÇAMENTO GERAL DO ESTADO NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA.



O SINAPE NÃO PODE ESTAR INDIFERENTE TENDO FEITO SABER O SEGUINTE.


No presente discute-se na especialidade o Orçamento Geral do Estado.

O Ministro das Finanças, rapidamente descreveu esta proposta, "como um orçamento de não austeridade".

Contudo, para os trabalhadores é um orçamento de exaustão fiscal, perto do esbulho .

 

Um trabalhador com um salário:

- De 705 euros, recebe líquido 627,45 euros. O orçamento de Estado recebe 244,99 euros, ou seja, 39 por cento, face ao que o trabalhador recebe.

 

- Outro, com salário de 1.500 euros, recebe líquido 1077 euros, ou seja, o Orçamento de Estado recebe 779,25 euros (72,5 por cento, face ao trabalhador).

 

- Ainda outro com salário, no topo de carreira para uns...ou inicio de carreira para outros de 3.400 euros, recebe liquido 2053,60 euros, mas o Orçamento de Estado recebe 2153,19 euros – 105 por cento face ao trabalhador.

 

Exaustão fiscal pura e dura.

 

O Orçamento aprovado refere um crescimento de 4,5 pr cento da economia que acrescido à inflação média anual prevista de 4 por cento dará um crescimento do PIB, em 8,5 por cento, contudo esse crescimento não será repartido com os trabalhadores como referido pelo Governo, pois não haverá aumento dos salários, mesmo com uma forte inflação, como a esperada.

 

Exaustão fiscal pura e dura.

 

Com este Orçamento, chegou-se à situação de um trabalhador que viva em Campo Maior e tenha uma proposta de trabalho em Elvas, com acréscimo salarial de 150 euros, não aceita a proposta de trabalho, pois não havendo passe social e com o IRS ficaria na mesma...ou pior. 

 

O mesmo, para um trabalhador que viva em Vila Real de Santo António e tenha uma oferta para Olhão, com mais 150 euros, certamente, não aceitará.

 

Contudo um trabalhador que viva em Elvas e receba uma proposta de trabalho em Badajoz, aceita e tem um aumento do rendimento disponível, assim como, um trabalhador que viva em Vila Real de Santo António e receba convite para trabalhar em Ayamonte.

 

Exaustão fiscal pura e dura. 


São dois "países" de Setúbal a Braga, um País de primeira, restante território uma Nação de segunda.

 

Claro, que observamos, também, neste orçamento a continuidade da grande diferenciação entre as tabelas mensais de IRS e a tabela anual, acabando o Estado por receber, grosso modo, mais um mês de salário que devolve em Maio / Junho, num total desrespeito pelo esforço do contribuinte trabalhador. O «Papá-estado» a gerir o dinheiro do "inconsciente" cidadão.

 

Relativamente ao Ensino, observamos a aflição do Ministério da Educação relativamente à falta de professores. Logo, adopta-se a política do remendo em detrimento de uma estratégia com futuro.

 

A paixão da educação acabou, estamos na realidade.

E a realidade diz-nos

Idade média das educadoras de infância – 54 anos

Idade média dos docentes do 1º ciclo – 50 anos

Idade média dos docentes do 2º ciclo – 53 anos 

Idade média dos docentes 3º ciclo e secundário – 51 anos

a escola publica não responde aos cidadãos pela falta de docentes.

Este problema assenta:

       na degradação salarial

       na grande precariedade

       na degradação da carreira dos docentes

       no gorar de expetativas

       na não contagem total do tempo de serviço

       numa avaliação estranguladora das aptidões dos docentes

       numa carga burocrática sem fim

       na formação fora do horário de trabalho

       na desvalorização social da profissão

       nas condições de trabalho

       no desrespeito pelo horário de trabalho

       no desrespeito pelo trabalho digno com salários dignos   

 

E a isto o orçamento de estado nada altera.


Estamos adiados para o próximo. Até lá...

Sem comentários:

Enviar um comentário