Sindicato fundado em 1939 visando a promoção da educação e a valorização de todos os seus profissionais. Visamos a qualidade no Ensino Público e Privado.

28/11/2019

Com Papas e Bolos Se Enganam os Tolos

O AUMENTO DO ORDENADO MÍNIMO NACIONAL TEM SIDO UM ESPETÁCULO!



Em todos os sentidos!

Quem é contra?

Zero votos em tantos portugueses (clicar)! Unanimidade! Por isso tanto espetáculo mediático! Constante!

Mas... e o ordenado médio? 

Não é assunto!



Pois é! Mas o ordenado médio é que é o indicador de referência acerca da obtenção de um mínimo de condições económicas para quem trabalha. Não é o ordenado mínimo!

DEFINIÇÕES

A «remuneração mínima nacional» (RMN) foi criada para assegurar, numa sociedade com fortes assimetrias e debilidades económicas, em que quem trabalhasse, trocando o que podia oferecer à sociedade (trabalho) pelo resultado desse trabalho (mais valias), tivesse um rendimento (vencimento) que assegurasse condições mínimas de sobrevivência. A RMN destinava-se a trabalhadores sem qualificações, muitas vezes analfabetos, num Portugal onde esta taxa ainda era elevada face à média dos países da OCDE.   

Ordenado médio - É o valor médio dos vencimentos obtidos pela totalidade dos assalariados, ou seja, a média de rendimentos (mensal) da população ativa.


É estimulante que o primeiro ministro esteja interessado em aumentar a RMN de 600 euros (2019) para 635 euros (2020) prevendo que em 2023 atinja os 750 euros. Poderá haver uma aproximação à média comunitária.

É muito preocupante que o primeiro ministro ignore, sistematicamente, o rendimento médio da população ativa que continua, em Portugal, abaixo do valor anterior à crise financeira que obrigou ao pedido de ajuda externa, em 2011. Já lá vai quase uma década. E a caminho de três legislaturas, duas da responsabilidade de António Costa. Está a existir um aumento do hiato entre Portugal e os restantes países da União Europeia (UE). Significado simples: A população ativa portuguesa empobrece face à dos restantes estados membro da UE. Conclusão simples: Estamos mal! 

Esta é a primeira de três partes ( I - Salário mínimo e médio). Seguem-se (em breve) as duas seguintes:

II - Em Defesa do Salário Mínimo

Breve sumário:
1. Desvirtuamento da essência do RMN; 
2. Evolução 1974/2020; 
3. Comparativo última década: RMN com vencimento do 1.º escalão da Carreira Docente.
  
III - Em Defesa do Salário Médio

Breve sumário:
1. Aproximação iníqua entre o Salário Médio e a RMN;  
2. Degradação dos rendimentos do trabalho em Portugal;
3. Apropriação indevida, pelo Estado, através de decisões do Governo dos rendimentos dos portugueses.

As duas partes estarão sempre balizadas segundo duas perspetivas:

SITUAÇÃO: PORTUGAL

SITUAÇÃO: UNIÃO EUROPEIA/OCDE (clicar


O SINAPE NÃO DEIXARÁ QUE LHE COMAM AS PAPAS NA CABEÇA
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19/11/2019

Não Fiques Para Trás

PARTICIPA NA GREVE A REALIZAR EM 29 DE NOVEMBRO.



Quem sente que não é devidamente valorizado?

És TU!


Quem não tem uma carreira digna com percurso regular e com sustentabilidade?


És TU!


Quem teme que pode ser agredido impunemente?


És TU!


Quem trabalha em locais sem as mínimas condições para ser bom profissional?


És TU!


Quem quer fazer formação profissional e tem esse direito vedado?


És TU!


Quem sabe que não sabe onde pode estar amanhã?


És TU!


És tu que tens de fazer com que te respeitem e valorizem. Não deixes que sejam os outros, que sejam eles a lutarem por ti!


Quem é que tem de ser solidário e participar na greve, sexta feira, 219 de novembro?


És TU!


 O  SINAPE ESTÁ CONTIGO!  ESTÁ COM O SINAPE. 
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28/10/2019

De Costa a Costa

NEM SEMPRE O QUE OS MEDIA EM PORTUGAL DIZEM SER... DEPOIS É. É, É!


Quando foram anunciados os novos Secretários de Estado logo se apressaram a "informar os cidadãos a viver em Portugal" (e retiro "do Mundo" visto a política portuguesa nele causar pouco impacte... que a "nova" Secretária de Estado (Susana Amador), iria substituir a anterior Alexandra Leitão ("promovida" agora a Ministra, certamente por bons serviços à Nação). Nada de mais errado. O que se passa é que o Secretário de Estado, João Costa também foi promovido. Este sim passa a ocupar o lugar, hierarquicamente falando (melhor, escrevendo), da anterior Secretária de Estado, Alexandra Leitão. É só fazer uma pequena investigação. Já os media nem pequena nem grande (que até o que devem fazer como pilares das Democracias). Emprenham pelos ouvidos. É mais fácil e cómodo. No XXI Governo Constitucional João Costa foi Secretário de Estado da Educação e Alexandra Leitão foi Secretária de Estado Adjunta e da Educação (clicar para portal governamental). 



No XXII Governo Constitucional o Secretário de Estado Adjunto e da Educação será João Costa e a Secretária de Estado da Educação será Susana Amador (clicar para portal do XXII Governo Constitucional). Simples.



Complexo.
O que vai fazer o secretário de estado João Costa com o cargo?
Durante o XXI Governo Constitucional esteve pouco "em jogo" pois incumbia-se da componente mais tecnocrata - decretos-lei e regulamentos - ausentando-se do debate político-sindical. Esperamos que já na próxima reunião assuma o que outros não quiseram assumir "empurrando" para o Ministério das Finanças o que é da responsabilidade do Ministério da Educação.

Quo Vadis Educação!


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01/10/2019

É Feio Apontar

AGORA É QUE É (provavelmente em 7 de outubro de 2019).


Texto do ministro da Educação publicado na página 1 e 2 do suplemento «Educação»  no número 1277, de 11 a 24 de setembro de 2019, do quinzenário «JL» - Jornal de Letras, Artes e Ideias.


Continua na página 2

 E continua...

 «Se o Mundo é perfeito e o senhor ministro manda no Mundo então o senhor só pode estar sempre certo»

... disse o Doutor Pangloss in

"Cândido, ou o Optimismo" (publicado em 1759)

De VOLTAIRE (1694 - 1778)


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12/09/2019

Merecem Cartão Vermelho

MOSTRADO EM 5 DE OUTUBRO DE 2019.


MANIFESTAÇÃO NACIONAL DE PROFESSORES.

PARTICIPAÇÃO DE TODOS!

MOBILIZA OS TEUS COLEGAS! 

DISCUTE COM ELES O QUE DESEJAM FAZER!

SÊ CRIATIVA (O) E SOLIDÁRIA (O)!

INSISTE E CONVENCE OS INDECISOS!


 
VAMOS MOSTRAR UM CARTÃO VERMELHO E EXPULSAR QUEM NÃO CUMPRE AS REGRAS DO JOGO.

VAMOS PENALIZAR QUEM TEM COMPORTAMENTOS INCORRETOS E INDECOROSOS AVILTANDO QUEM QUER APENAS VER RECONHECIDO O SEU TRABALHO!


TODOS AO MARQUÊS - LISBOA - 5 DE OUTUBRO - 14h30
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30/07/2019

Alegoria do Professor

DESCRENÇA, FADIGA FÍSICA E EMOCIONAL, DESACREDITAR E EXAUSTÃO... 


Eis o Docente criado, em quatro anos - uma legislatura (2015/2019) - pela dupla António Costa/Mário Centeno.

Persistência
Os Docentes sempre souberam ser persistentes e consistentes. Conscientes de serem fundamentais na Sociedade Humana como garante de promoção dos alunos por meritocracia, mesmo admitindo não serem devidamente remunerados no final da carreira contributiva e profissional, em função da sua importância social, sujeitavam-se a baixas remunerações no início - tendo em conta que constituem uma das classes profissionais mais qualificadas - sabendo que as injustiças remuneratórias se iam esbatendo durante o tempo em que lecionavam.  


Motivação exemplar
Os Docentes sempre tiveram consciência e bom senso. Ao trabalharem com "matéria-prima sensível" - crianças, adolescentes e jovens adultos - nunca se podem desmotivar, pois "do outro lado a seu lado" estão seres humanos com necessidades específicas, em aprendizagem, exemplo e afetos, que são sempre, a cada início de aula, semana, período e ano letivo fator de motivação. Mesmo sentido-se injustiçados cumprem as suas funções com os meios - demasiadas vezes escassos de... mais - que têm ao seu dispor.

Nós sabemos
Os Docentes sabem que são utilizados. Sabem que pela idiossincrasia da sua profissão - ensinar, formar, dar cultura consistente e educar para a cidadania - são facilmente vítimas das entidades superiores que abusam dessas características intrínsecas da docência pois sabem que os professores nunca prejudicarão os alunos mesmo que estejam a ser vítimas de más políticas, decisões incorretas e tentativa de enfraquecimento do seu estatuto social por porte da tutela.

Um circuito montanha acima
Em quatro anos montaram uma carreira zizagueante, sem nexo, com probabilidades e possibilidades de saltar de nível, fazendo lembrar aqueles «jogos da Majora» (para os menos novos) em que se lançavam os dados e recolhiam de uma a seis pintas correspondentes a casas avançadas ou aqueles «jogos de computador» (para os menos idosos) em que se saltavam linhas conforme a destreza dos jogadores. Uma carreira estruturada, sujeita para progredir, a avaliações e até quotas para dois escalões (embora se minta à Opinião Pública e a tutela permita em vez de mostrar, com números, a avaliação que exige e bem). Uma carreira que passou a permitir que haja quem não avance, avance ao pé-coxinho enquanto o tempo passa e passa tão depressa que chega ao fim sem que o Docente tenha possibilidade de chegar ao topo. Uma carreira em que para andar 40 anos seriam necessários 120 anos, mas a esperança média de vida ainda não permite. Talvez lá para o próximo século, o XXII. Uma carreira que de horizontal como é a maior parte de Portugal passou a ser uma montanha lá para os Himalaias onde só alguns, sortudos, conseguem ter condições para subir. Já não é uma carreira, é uma escalada. Não sabe escalar? Vá aos ziguezagues montanha acima (e cuidado com os precipícios traiçoeiros). Quem está, está. Quem não está, estivesse! Só falta implementarem, com legislação, o labirinto que cozinham há anos!


Não queremos ser cobaias de ensaios programados entre Bruxelas/Estrasburgo para países periféricos da União Europeia.

Não contem com o SINAPE para fazer de conta! Que não vê, não ouve e cala!





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18/07/2019

A Canga dos Ingratos

ASSUMIMOS QUE SOMOS UNS INGRATOS QUE NÃO SE DEIXAM SUBJUGAR À CANGA.


Ouvindo o discurso acerca do «Estado da Nação» proferido pelo primeiro ministro na Assembleia da República, consideramos que nós professores e os não docentes, somos uns ingratos.

Somos uns ingratos, porque reclamamos todo o nosso tempo de serviço, pondo em causa a sustentabilidade económica do País; somos ingratos porque, já todos, de uma forma igualitária ganhamos o ordenado mínimo ou quase...

Somos ingratos, pois não sabemos esperar pela nossa vez, atendendo a que o atual governo começou por melhorar as condições remuneratórias dos magistrados. Há que saber esperar...

Somos ingratos, pois temos que perceber que se devem iniciar as melhorias visando as elites que tanto se esforçam para cumprir o preâmbulo da «Constituição Portuguesa», para uma sociedade socialista.



Somos ingratos, pois cada vez temos maior igualdade - todos com o ordenado mínimo ou a caminhar para ele - e os ricos e as elites, aqueles que têm vencimentos acima de 1500,00 euros têm que pagar a maior carga de impostos da era democrática, «a Bem da Nação».

Somos ingratos, pois compararmo-nos aos nossos vizinhos espanhóis, que têm salários maiores, impostos mais baixos, eletricidade, gás, água, comunicações e combustíveis mais baratos, não pagam nos itinerários principais, em suma, com um governo socialista vivem melhor, e nós, uns ingratos por tanto esforço feito, em Portugal, para os portugueses, por uma coligação positiva!

Mas, não somos só nós, os ingratos, também, os médicos, enfermeiros, polícias, técnicos de diagnóstico, assistentes técnicos e administrativos são uns ingratos, pois só pode ser por ingratidão que estes profissionais não entendam que 10 anos em cada escalão remuneratório é uma bênção, e 140 curtos anos para chegar ao topo é uma meta objetiva.

Em conclusão, o país está melhor - até muito melhor - e nós é que somos uns ingratos.


Contudo, continuaremos a pugnar pelo nosso tempo de serviço, por melhores condições de trabalho, pela redução de impostos, pelo justo valor dos bens essenciais, pela proximidade ao modo e qualidade de vida dos cidadãos europeus, por uma sociedade que se balize por remunerações que nos retirem da mediana baixa da União Europeia, em competição direta com os países pobres da «ex-Europa de Leste».

Continuaremos a exigir justiça remuneratória, trabalho digno e respeito pelos cidadãos, que não são ativos fiscais, mas exigem um governo e uma elite que saibam respeitá-los e incluí-los na Europa da boa governança e respeito pela cidadania.

O SINAPE nunca cruzará os braços ou baixará a guarda!


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11/07/2019

Quem Nos Acode

DOCENTES EM ÊXODO ESCOLAR PARA FAZER O QUE O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE NÃO FAZ!


Estamos a voltar em muitas das componentes que afetam o Ensino (e a vida nas Escolas Públicas) aos tempos da «Outra Senhora».

Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE)
Apesar das estatísticas fornecidas pelo Ministério da Educação serem pouco esclarecedoras - não distinguem pedidos de deslocação por motivos de saúde dos próprios ou de familiares (ascendentes ou descendentes9 - nos últimos anos letivos o aumento tem sido exponencial e começa a ser demencial, atingindo quase dez por cento de toda a classe profissional docente.


Em 2014/15 foram 2 104 os docentes que solicitaram a colocação num estabelecimento escolar próxima do local de prestação de cuidados de saúde de que necessitam ou para o concelho de residência familiar.

Para 2019/20 os pedidos são 7 413, ou seja, um aumento de  352 por cento, ou seja, quase quadruplicaram (seriam 8 416).

A calamidade pública
Para lá do desequilíbrio territorial entre zonas com muitos horários e outras com falta deles este regresso ao local de origem ou onde estão os pais e ficaram os filhos menores está a sobrecarregar Escolas que não têm falta de docentes e a deixar outras ainda mais debilitadas com falta de professoresw para cobrir as necessidades de cada ano letivo.

E assim vai Portugal no Ano da Graça de 2019
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08/07/2019

As Falácias dos Poderes

O atual senhor ministro da Fazenda (ou Finanças) sem noção...



 - O SINAPE está atento
E tudo fará para que os direitos dos seus sócios e trabalhadores abrangidos pela sua ação sindical não sejam prejudicados mais do que têm sido.

- O Ministério das Finanças quer fazer brilharetes internos
Dando a entender à Opinião Pública que nunca como agora o País está num caminho de progresso económico e desenvolvimento social sem precedentes num passado assinalável.

- O Governo (via Ministro das Finanças) quer mostrar brilharetes internos  para capitalizar votos em 6 de outubro
O objetivo desta estratégia falaciosa é inequívoca. Tentar obter nas próximas eleições legislativas uma votação significativa de modo a poder ter ainda mais margem de manobra para implementar políticas que degradem, ainda mais, os salários e as regalias que os trabalhadores conseguiram capitalizar nos últimos decénios.

- Mas não só... também externos com contas públicas positivas para mostrar serviço em Bruxelas
E tentar depois boa cotação entre os demais países da União Europeia que têm forçado Portugal a manter restrições orçamentais, no pós-troika como se ela continuasse a exercer pressão sobre o Estado Português, com implicações diretas na degradação dos serviços públicos que o Governo está obrigado a assegurar. 

- Mas tem o País a caminho da miséria para o conseguir 
Como todos os trabalhadores se apercebem a cada mês, ano após ano, as famílias provam e as estatísticas portuguesas e europeias comprovam.

- E é a Função Pública que está a pagar - com "juros" - ficar miserável para o País dar a ilusão que é rico e desenvolvido
A estratégia governamental baseia-se em dar a ideia que tendo o País equilíbrio orçamental isso é essencial para que a vida dos portugueses melhore. Ora, a Função Pública é fundamental para que todos os cidadãos possam ter melhor qualidade de vida pois o Estado diz assegurar o bem-estar e fornecer os serviços essenciais para o desenvolvimento harmonioso de Portugal. Degradar as condições de vida dos funcionários públicos, como tem sido apanágio deste governo, é promover condições para que todos os portugueses sofram revezes no seu dia-a-dia quando têm que recorrer aos serviços públicos.

- Dentro da Função Pública, entre as obrigações do Estado, no Ensino Público, os Docentes e Não Docentes são as principais vítimas
Pois são a classe profissional mais extensa em número de efetivos. É aquela onde se faz sentir mais a pressão de ter que manter os custos, até, tentar a sua diminuição. Proibição total a melhorias laborais, passou a ser a regra. A Escola é fundamental para assegurar a progressão social e possibilidade de transformação geracional. Degradar a Escola Pública é dar menos possibilidades às famílias com menos recursos poderem ter filhos com melhores condições de vida que os seus progenitores. 

- O SINAPE defenderá intransigentemente os Docentes e Não Docentes: não deixando que nos tomem por tolos ou "distraídos"
E não baixará a guarda, não recuará, nem se acomodará, mesmo que a "Opinião Publicada" queira influenciar com demagogia a Opinião Pública!

Costa a Bem da Nação
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18/06/2019

Ultrapassagens À Costa e À Centeno

NESTE CÓDIGO DE SALTAR DE ESCALÃO NÃO HÁ CÓDIGO ÉTICO NEM LÓGICA CIENTÍFICA. DEPENDE DA SORTE DE CADA UM.



Era uma vez um Docente
Que em 1 de janeiro de 2018 passou do 8.º para o 9.º escalão.
      Depois bem, bem depois, foi "bonificado" numa terça parte de 2 anos, 9 meses e 18 dias. Com esses onze meses, ui, ui, mudará para o 10.º escalão em 1 de julho de 2020.

Era uma vez um Docente
Que em 1 de janeiro de 2019 passou do 8.º para o 9.º escalão.
      Depois bem, bem depois, foi "bafejado" com uma avaliação com "Excelente", ou seja, "bonificado" com mais um ano acima de 2 anos, 9 meses e 18 dias. Com esses "ses", ui, ui, mudará para o 10.º escalão em 1 de setembro de 2019.

Moral da História
Melhor que estar bem é conseguir estar no sítio certo no momento indicado pelo escalão devido. O outro é indivíduo pois está no sítio indevido na hora errada. Azar

Contas à Costa e Centeno. Livremo-nos...


Até daqui a uns escalões, antes ou depois...
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15/06/2019

Envelhecimento dos Professores

A OPORTUNIDADE PERDIDA POR ESTE GOVERNO.


Que podia aproveitar o modo de recuperar o tempo de serviço para rejuvenescer a Carreira Docente.

Na União Europeia a 28
Utilizando a informação estatística da OCDE (relatórios PISA) e da Comissão Europeia (documentos Eurydice) Portugal é o segundo país (superado à justa pela Itália) da União Europeia - recorde-se com 28 países - com o corpo docente mais envelhecido e, também o segundo país (apenas suplantado pela Grécia) em que há menos docentes com idade inferior a 30 anos.

No Portugal dos cerca de cem mil docentes
Utilizando a informação divulgada pelo Ministério da Educação (ME) através do portal da DGEEC (Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência) referentes ao ano de 2017, em 125 493 docentes a exercer funções na Escola Pública, apenas existiam 424 docentes (0.39 por cento) com menos de 30 anos. Entretanto, o ME informou que, relativamente a março de 2018, o número diminuiu para 121! A evolução demográfica, global ou profissional, é um processo contínuo. Como é óbvio, a cada ano todos estão um ano mais velhos e não havendo entrada de jovens, ou seja rejuvenescimento, é inevitável que serão cada vez menos os jovens na "Docência da Escola Pública". Isto terá efeitos gravíssimos na qualidade do Ensino Público (os docentes terão habilitações precárias, ou seja, será professor quem se quiser sujeitar a uma profissão desestruturada) e até assegurar a existência física de docentes em algumas turmas durante os anos letivos vai ser problemático.

Ninguém parece querer saber deste assunto (a não ser o SINAPE e alguns sindicatos)
O Governo ignora a realidade que conhece.
O Ministério da Educação é incapaz de impor soluções e coordenar medidas para resolver este grave problema.
Os media/comunicação social preocupam-se mais em enaltecer táticas políticas que em cumprir o seu papel que é o de informar a Opinião Pública daquilo que a espera num Futuro Próximo.
Portugal, ou seja, os portugueses que vão necessitar da Escola Pública para os seus filhos e netos, vão pagar "com juros" esta falta de soluções políticas e (des)informação mediática.

Tendo por base a informação existente na DGEEC é possível fazer projeções para 2020 por grau de ensino e classe etária dos Docentes. Dois mil e vinte é já "amanhã"! E vai sempre agravar-se no sentido de aumentarem as percentagens acima de 60 anos e diminuírem abaixo dos 40 anos de idade.



Apenas três por cento dos Educadores de Infância terão 30 ou menos anos de idade. E serão mais de metade (55 por cento) os educadores com 50 ou mais anos. Estabelecimentos de ensino pré-escolar com jovens até aos seis anos e depois as idades continuam...  cinquenta anos... depois. Uma situação que só vista em gráfico pois contada ninguém acreditará. A média de idades em 2017, referentes aos dados da DGEEC, é de 50 anos. 



No «Primeiro Ciclo» metade dos docentes terão 40 ou mais anos e apenas seis por cento, 30 ou menos anos. O antigo «Ensino Primário» é um viveiro de disfunções etárias inaceitáveis (docentes com idade dos avós). Inaceitáveis porque primárias! A média de idades em 2017, referentes aos dados da DGEEC, é de 47 anos. 





Docentes jovens (com 30 anos ou menos) é praticamente uma inexistência, com um por cento! Com 50 ou mais anos os docentes são mais de metade (55 por cento). O Governo/ME está a transformar a Escola Pública em Pré-lares da Terceira Idade. A média de idades em 2017, referentes aos dados da DGEEC, é de 50 anos. 



No «Terceiro Ciclo e Secundário» a percentagem de docentes com 30 ou menos anos é tão ínfima que não tendo expressão gráfica nos sectogramas opta-se pela classe de 40 ou menos anos, com seis por cento. Com 50 ou mais anos são 45 por cento. É mais fácil encontrar uma agulha num palheiro que cruzarmo-nos, numa Escola Pública, com um docente jovem a lecionar nos últimos anos de escolaridade. A média de idades em 2017, referentes aos dados da DGEEC, é de 49 anos. 

E em 2026?

Sem rejuvenescimento (como se prevê) será a  Ruptura Total 

O Governo de então será obrigado a fazer a "mal" o que o atual Governo não quis fazer a "bem".
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12/06/2019

Os MELHORES professores do Mundo...NÃO DESISTEM

Com "Afetos"... "Selfies"... "Sorrisos"... "942, Só Faltam Mais Três Números Para Fazer Um Número De Telefone", Sr Presidente Falta 6619 Para o Restante Numero do Telefone
Os MELHORES professores do Mundo...NÃO DESISTEM 
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Aprovada redução de três para dois anos dos contratos a prazo

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31/05/2019

Quando o Governo Não Tem Juízo, as Eleições é Que Pagam

ENTRE OS 88 961 VOTOS NULOS NAS RECENTES ELEIÇÕES PARA O PARLAMENTO EUROPEU O 9 4 2 TEVE MAIORIA ABSOLUTA.


Quem esteve nas mesas de contagem dos votos e grupos de verificação final apercebeu-se que havia muitos boletins com a inscrição 9 4 2.

Muitos dos portugueses votantes decidiram mostrar a sua indignação perante a falta de consideração do Governo para com os seus Professores.

Optaram por votar 9 4 2 em vez de escolherem uma das 17 forças políticas que se apresentaram como alternativas válidas para representarem Portugal no Parlamento Europeu.

Não sabemos se tiveram bom senso, mas que tiveram bom gosto... é inquestionável!


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26/05/2019

Dar Com Uma Mão, Tirar Com a Outra

A CHAMADA "RECUPERAÇÃO" DOS TEMPOS DA AUSTERIDADE NÃO PASSA DE UMA FALÁCIA.



Quando se consultam as estatísticas europeias e se compara Portugal com alguns países é que se percebe como vamos sendo embalados por uma comunicação social incapaz e que é ela própria a criar factos e notícias falsas.


Portugal em 1995 estava 20 pontos abaixo da média de riqueza da União Europeia! Com 80 por cento tinha 12 (doze!) países abaixo de Portugal:
Malta (com 77, a três pontos)
República Checa (com 76, a quatro pontos)
Eslovénia (com 75, a cinco pontos)
Hungria (com 51, a 29 pontos)
Eslováquia (com 48, a 32 pontos)
Croácia (com 44, a 36 pontos)
Polónia (com 42, a 38 pontos)
Estónia (com 35, a 45 pontos)
Lituânia (com 33, a 47 pontos)
Bulgária (com 32, a 48 pontos)
Letónia (com 30, a 50 pontos)
Roménia (com 30, a 50 pontos)

Vejamos (clicar para o original):

Em 2017 é que percebemos como a demagogia tem escondido a mediocridade de quem nos governa e depois faz chantagem com a impossibilidade de cumprir o acordo como "pessoa de bem" respeitando o estatuto da Carreira Docente.

Os governos de vários países vão dando aos seus Povos melhores condições de vida.

Entre 1995 e 2017:
Lituânia (com 78, melhorou 45 pontos)
Estónia (com 77, melhorou 42 pontos)
Letónia (com 67, melhorou 37 pontos)
Roménia (com 63, melhorou 33 pontos)
Eslováquia (com 77, melhorou 29 pontos)
Polónia (com 70, melhorou 28 pontos)
Malta (com 95, melhorou 18 pontos)
Croácia (com 62, melhorou 18 pontos)
Hungria (com 68, melhorou 17 pontos)
Bulgária (com 49, melhorou 17 pontos)
República Checa (com 88, melhorou 12 pontos)
Eslovénia (com 85, melhorou dez pontos)

Portugal regrediu três pontos (de 80 para 77) entre 1995 e 2017, afastando-se, ainda mais, da média da União Europeia. Por isso foi "ultrapassado" por seis dos 12 Países que estavam "pior".


Malta já está 18 pontos à frente!
A República Checa já está onze pontos à frente!
A Eslovénia já está oito pontos à frente! 
A Lituânia já está um ponto à frente!
A Eslováquia e a Estónia "apanharam" Portugal.

Isto é inconcebível!

Vejamos (clicar para o original):



Como se pode ver no Quadro o atual Governo não "mexeu uma palha" no Pós-troika. Continua a governar como se o País estivesse intervencionado!

Vejamos (clicar para o original):



A culpa do Partido Socialista geringonçado ter empobrecido o país (mesmo sem troika) pois há países que continuam a ultrapassar Portugal só pode ser da Luta dos Professores pela dignificação da sua carreira e reposição dos seus direitos cumprindo os seus deveres como o próprio Presidente da República já referiu: «Portugal tem os melhores professores do Mundo».

O governo de António Costa é como a lesma? É! Mas a culpa é dos Professores!
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